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"Autor Presente!": a ilustração de capa!

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Eis a magnífica ilustração de capa do 9º lançamento do selo Nascedouro, da Editora Os Dez Melhores: o livro “Autor Presente!”:
A obra, que será lançada dia 17 de outubro, reúne textos e desenhos de 80 alunos do 3º e do 4º ano do ensino fundamental de 44 escolas estaduais de 21 municípios de abrangência da 39ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE). Inspirados pelo tema “#O Respeito Dá o Tom”, a gurizadinha escreveu e desenhou suas histórias, nos trazendo verdadeiras lições sobre a importância do respeito para nossas vidas enquanto indivíduo e enquanto coletivo. O mais bacana deste projeto é que ele chegou até estudantes das mais diferentes localidades, de cidades pequenininhas até comunidades do interior e aldeias indígenas. A ilustração de capa, é claro, ficou por conta do grande talento de Mario Cau, nosso parceiro desde o 1º livro que lançamos e nosso amigo querido. Agradecemos do fundo do coração a toda a equipe da 39ª CRE, em especial à Cristina Lunkes Hartmann, que não mediu esforç…

Pequena crônica sobre futebol

Interessante o meu colorado: diminui diante dos pequenos e se agiganta diante dos gigantes. Uns dez anos atrás, quando eu morava em Passo Fundo, o dono do mercadinho perto do meu prédio, gremista, vivia me zoando porque o Inter perdia, e não raramente de goleada, pra times minúsculos e modestos, cujo orçamento anual não pagava o salário de um jogador de base do colorado. Porém, eu lembro que respondia pro dono do mercadinho que o Inter era o clube do povo, que abraça os excluídos, os esquecidos e os marginalizados, e levou esta filosofia para o campo. Times sofridos saíram da zona de rebaixamento ou conseguiram a primeira vitória no campeonato graças ao Inter. Clubes modestos, que não marcavam gol há meses, puderam comemorar pelo menos uma noite, tudo graças ao Inter. Não sei, mas pensar deste jeito sempre conforta meu coração, haha. O fato é que, como bem sabemos, o Inter é assim até hoje – e graças a São Fernandão, foi assim ontem também, quando se agigantou diante do gigante, no Giga…

Pequenos Escritores do Rui Vol. 3: A CAPA!

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Mais empolgada do que criança em manhã de Natal, venho apresentar a linda capa do lindo livro Pequenos Escritores do Rui Vol. 3, o mais recente lançamento do Selo Nascedouro, da Editora Os Dez Melhores, e o qual tive a honra de editar! Desta vez, a obra reúne a autobiografia e o autorretrato de 59 alunos do 3º ano do Ensino Fundamental do Colégio Sinodal Rui Barbosa, de Carazinho/RS, que mergulharam em sua própria história e sobre ela escreveram e desenharam! A capa traz os 59 autorretratos criados pelos pequenos escritores do Rui, e a arte final é do grande Sergio Chaves e sua fantástica Charlotte Estúdio! O lançamento é dia 15 de agosto e promete ser tão bonito, especial e cativante quanto este livro querido!



Bandido bom é bandido...

... Recolhido por uma polícia preparada, julgado por uma justiça que faça jus ao seu nome, e encarcerado em um presídio capaz de reabilitá-lo e reintegrá-lo ao convívio social. “Se você está com pena, adota”. Quase posso ouvi-lo dizer, leitor. Isto é, quase posso ouvi-lo repetir, pois este é um discurso mais velho do que andar pra frente, e tão profundo quanto uma poça d’água. Mas, respondendo a pergunta, eu não vou adotar por que o crime certamente fará isso primeiro. Aliás, é o que o crime faz: adota estes jovens que são, desde o momento em que nascem até o momento em que são linchados pelos “cidadãos de bem”, tratados pela sociedade – ou deveria dizer por nós? – como marginais. A raiz deste discurso nasce da ideia deturpada e superficial de que não importa como chegamos aqui, mas que estamos aqui e fim de papo. Mas, sim, importa muito como chegamos até aqui. Importa muito saber por que um jovem de 15 anos sai para assaltar uma loja, ao invés de estar estudando e pegando um cinema com…

"De dentro do ap"

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Como mulher dita feminista, estou plenamente consciente de que o feminismo que atende às minhas necessidades e reivindicações, de mulher branca, classe média e com curso superior, é completamente diferente daquele que deveria atender a mulher negra, periférica, pobre, marginalizada. “Para quem serve o teu feminismo?”, já ouvi perguntarem. E este questionamento deveras perturbador ressoa na minha cabeça dia sim e outro também, porque um feminismo que exclui mulheres e ignora as diferentes realidades sociais é um feminismo aleijado, que gera mais barulho do que mudanças. Deixo aqui um clipe da Bia Ferreira e um convite – especialmente às minhas amigas e conhecidas, também feministas, também brancas e também de classe média com curso superior – para assistir, refletir e nos perguntar: para quem serve o nosso feminismo? Mas antes se preparem para levar um surra moral e emocional, gurias. Porque, como diz a letra, faz muito tempo que estamos deixando pra amanhã. Faz muito tempo que estamos só …

Encontro Nacional dos Anos Iniciais

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Levarei meses para digerir tudo o que vi, ouvi e aprendi durante o Encontro Nacional dos Anos Iniciais, que aconteceu no Colégio Sinodal Rui Barbosa, de Carazinho/RS, nos dias 24 e 25 de maio. Foram palestras, atividades, debates e estudos de caso tão fascinantes quanto desafiadores, que não apenas me puseram a refletir, mas também me inspiraram, me questionaram, me instigaram, me tiraram do quadrado e me jogaram pra lá e pra cá. Por conta do projeto Nascedouro, estou sempre dentro de escolas, porém não sou professora, coordenadora, diretora. Não vivencio o dia a dia, os desafios, as dificuldades, as transformações que acontecem ali, o tempo inteiro. Afinal, meus caros amigos com mais de 30 anos, a escola que nós conhecíamos e na qual estudamos, a realidade que nós vivenciamos, os conflitos e as oportunidades com os quais nos deparamos na época escolar mudaram drasticamente. O mundo, as tecnologias, a estrutura familiar, política e social, tudo é novo, tudo é diferente. E é neste cená…

"Uma Carta por Benjamin": 10 anos depois

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Dez anos atrás, exatamente no dia 16 de abril de 2009, a partir das 19h, eu lançava meu primeiro livro, “Uma Carta por Benjamin”, um romance policial sobre drogas azuis, um publicitário frustrado, uma terrorista arrependida e cartas anônimas enviadas pelos Correios em um envelope pardo. O livro foi lançado pela Editora Multifoco, editado pelo meu bróder Frodo Oliveira, e teve uma primeira tiragem minúscula: 50 exemplares. Todo o lançamento, do planejamento até a execução e divulgação, foi feito na base da intuição. Até então, eu nunca tinha sequer ido a um lançamento de livro, não fazia a menor ideia de como funcionava e nem do que acontecia, mas com 24 anos, quem se preocupa com detalhes e resultados? Eu é que não. Tudo o que importava pra mim no dia 16 de abril de 2009 era que meu livrinho estava ali, publicado, impresso, materializado, tão lindo e cheirosinho. O resultado concreto do meu trabalho de tantos meses. Se o lançamento ia dar certo ou ser um fiasco; se as pessoas iriam apar…