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Mostrando postagens de Março, 2018

Com boa vontade, dá!

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Sexta-feira, dia 23 de março, passei a manhã e a tarde em Rondinha/RS, participando de sua Feira do Livro – e foi lindo, com muitos abraços quentinhos e amor de montão! Ministrei três palestras, e entre uma e outra, eu ia até a pracinha que fica em frente à Prefeitura, onde aconteciam as atividades, para pegar um ar. E foi nesta pracinha que eu conheci o Espaço Criançando, um quiosque que fica aberto o dia inteiro, todos os dias, e disponibiliza livros e brinquedos para a gurizada, que está sempre ali em volta. Impossível não lembrar de nosso Mini Centro Cultural, o quiosque localizado na praça central de Carazinho – mas que, ao contrário do Espaço Criançando, fica o dia inteiro fechado, juntando sujeira e teia de aranha, e de “centro cultural” só tem o nome. Na verdade, é um depósito esquecido de tralhas e velharias. Sempre que eu passo pelo nosso “Mini Centro Cultural” (entre aspas mesmo, por que né?), fico pensando no tamanho do desperdício daquele espaço. O quiosque vive cercado de cr…

"Ideias são à prova de bala"

Esta é uma das frases ditas por V, o anti-herói do filme e dos quadrinhos V de Vingança, quando, diante de um inimigo, viu-se cercado por homens armados até os dentes, sua cabeça na mira. V sabia que poderia morrer naquele instante, mas não o que ele representava. Os princípios pelos quais lutou; a ideologia que personificava; isso seu inimigo não seria capaz de destruir nem com todas as armas e munições que existem no mundo. Ideias são concebidas, sustentadas e perpetuadas por pessoas. Contudo, em um determinado momento, tornam-se maiores do que qualquer um. Por isso a execução da vereadora Marielle Franco não foi um assassinato comum. Não por que Marielle era diferente das dezenas de milhares de vítimas de homicídio Brasil afora. A execução de Marielle Franco não foi um assassinato comum por que, ao emboscá-la e matá-la, o objetivo não era apenas emboscar e matar uma pessoa, mas uma ideia. Quando calaram Marielle com quatro tiros na cabeça, tentaram calar as muitas vozes que se comun…

A luz no fim do túnel

Estava eu na sala de espera do dentista quando vi, na televisão, um trecho da entrevista de uma bailarina, que comanda um projeto social na comunidade onde vive, uma favela do Rio de Janeiro. Infelizmente, não pude memorizar seu nome e nem mesmo o de seu projeto, mas uma frase que ela disse chamou a minha atenção: “O balé é a minha luz no fim do túnel”. Essa frase me bateu forte. Porque esta menina, que não deve ter mais de 20 anos, é negra, pobre, moradora da periferia, e com certeza já enfrentou, segue enfrentando e ainda enfrentará verdadeiras batalhas para ser quem é e fazer o que faz. Sem o balé, seriam grandes as possibilidades de que ela terminasse como tantas meninas iguais a ela: grávida prematuramente, afastada da escola, sem emprego e com quase nenhuma perspectiva. Mas havia uma luz no fim do túnel: o balé. É o balé quem dá sentido e sustento para todas as dificuldades que encara; que a faz ficar em pé, resistir, não desistir. O balé a mantém longe do crime, longe da maternid…

Atenção leitor, escritor, professor, simpatizante!

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Não cobre o que você não dá

Eis uma mania estranha e incomodativa deste ser que chamamos de humano: pedir o que não dá. Cobrar o que não concede. Exigir o que não oferece. Precisamos parar. Um teste rápido: responda mentalmente, o que você espera dos outros? Quer ser respeitado, eu imagino. Com certeza quer carinho e compreensão. É possível que também deseje ser bem tratado, bem recebido, bem acolhido, bem-amado. E por que não ganhar uma oportunidade, um elogio, um afago no ego ou na cabeça? Legal. Quem não quer, não é mesmo? Mas a questão é: você respeita o outro como quer ser respeitado? Dá ao próximo o carinho e a compreensão que almeja? Oferece uma oportunidade, um elogio, um afago? Se você respondeu não para uma dessas perguntas, é sinal de alerta. Porque não há no mundo nada pior do que aquilo que eu chamo de “mendigos emocionais”. Pessoas que parecem vampiros, e dedicam seu tempo e sua vida a sugar, cobrar, exigir, pedir, mandar. O tempo todo. Todo o tempo. Mas na hora de retribuir, de entregar, de proporc…